Para se obter moeda estrangeira, é sempre bom procurar pelos estabelecimentos autorizados pelo Banco Central para não ser ''enquadrado'' como contraventor. A compra e venda de dólares, por exemplo, deve ser realizada em agências de turismo, corretoras de câmbio e bancos autorizados a operar com câmbio. Porém, a dúvida de muita gente está em saber se as agências ou corretoras são autorizadas pelo Banco Central.
Para isso, o Banco Central disponibiliza o 0800-992345 para que o interessado cheque se o estabelecimento que está operando é crendenciado ou tem autorização. ''Se não for, é contravenção, mercado negro'', alerta o gerente técnico da Secretaria de Relações Institucionais do Banco Central (Curitiba), Nelson Koahiyama. O maior risco de se comprar num desses locais é que a pessoa pode adquirir dólar falso.
Normalmente procuram por esses locais pessoas, diz o gerente, cuja origem do dinheiro é ilícita. ''Aí, ele vai procurar o mercado negro, mas nós sugerimos que se compre em locais credenciados pelo Banco Central'', afirma. Em Londrina, apenas a agência de turismo Gralha Azul está credenciada a operar com câmbio, além do Banco do Brasil. Os demais bancos têm carteira de câmbio e operam via Curitiba.
Nelson Koahiyama explica que o interessado na moeda estrangeira deve justificar a finalidade da aquisição. ''Há necessidade de se explicar o motivo da compra e declarar isso em Imposto de Renda''. No momento da aquisição é preenchido um formulário onde a pessoa vai dizer para que quer a moeda. ''Esse procedimento é necessário para evitar lavagem de dinheiro ou outro tipo de fraude. Qualquer valor acima de R$ 10 mil leva o BC a controlar a origem'', comenta.
O gerente do Banco Central explica ainda que, recentemente, houve a unificação do mercado de câmbio e o dólar flutuante passou a não existir. ''Hoje não existe diferença para quem vai comprar, até porque a taxa de câmbio é livre no mercado e cada instituição pratica a sua'', informa Koahiyama, acrescentando que o preço varia em função do volume. ''É como qualquer produto que depende da lei de procura e oferta.'' A unificação surgiu com a implantação do Regulamento de Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais, no início desse ano, regido pelas Consolidações das Normas Cambias.
Operando no câmbio manual (quando vende dólar para viagem) desde 1994, a Gralha Azul pode negociar até R$ 10 mil em qualquer moeda por cliente. O Banco Central autorizou a empresa, precariamente, a comprar e vender dólar. Hoje, boa parte do movimento na agência é atribuída aos que viajam para trabalhar nos Estados Unidos ou Europa. Também existe um movimento pequeno referente àquelas pessoas que compram no Paraguai.
Em casos de viagens longas, a operadora recomenda o interessado a usar o travelers cheque (cheque de viagem emitido em dólares americano pelo Banco do Brasil). Esta modalidade, diz os operadores, é melhor para quem vai viajar e traz menos risco de furto ou roubo. Para valorores até R$ 10 mil a empresa não faz cadastro, mas há necessidade de levar documentos e passagens que comprovem que a viagem está programada. Acima de R$ 10 mil é feito o cadastro.

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