Na Expô, Beto Richa repete críticas ao governo federal
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de abril de 2014
Edson Ferreira<br>Reportagem Local 
Sem a presença de representantes do governo federal, a abertura da 54ª ExpoLondrina, ontem, foi palco para o governador do Paraná Beto Richa (PSDB) recuperar as críticas contra a União. Sem citar nomes da administração petista em Brasília, o tucano disse considerar "um desrespeito ao povo do Paraná" a demora para liberação do empréstimo de R$ 817 milhões por meio do programa Proinveste.
Ouça trecho da entrevista do governador
O pedido foi feito em novembro do ano passado, mas ainda não teve o aval da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), que alega razões técnicas. "É para me desgastar politicamente", afirmou Beto, pré-candidato à reeleição. Uma das principais adversárias nas eleições deverá a senadora Gleisi Hoffmann (PT), ex-ministra-chefe da Casa Civil.
Em sintonia com Beto, o deputado federal e ex-secretário estadual da Fazenda Luiz Carlos Hauly (PSDB) e o prefeito de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), João Pavinato (PSDB), foram os responsáveis por defender a administração e enaltecer "o esforço do governador" para administrar. Abusaram do tom inflamado, arrancando aplausos da plateia composta principalmente por prefeitos da região, secretários estaduais, deputados e produtores rurais. "Isso é bulling contra o Paraná", atacou Hauly.
Pavinato criticou o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal, que libera equipamentos agrícolas para os municípios. "Melhor do que trazer motoniveladora é deixar dinheiro para a cidade porque o prefeito é quem sabe onde deve investir." O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), apoiou o apelo "municipalista" dos colegas, mas preferiu o discurso mais ameno, tratando da importância da Expô para a cidade.
Embora a administração estadual esteja disposta a garantir os aditivos para as obras da Arena da Baixada, estádio do Atlético-PR, em Curitiba, contrariando recomendação do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, Beto também usou a Copa do Mundo para criticar o governo federal. "Para nós, para a infraestrutura e educação não tem dinheiro, mas para a Copa sobram recursos. Quando o povo vai às ruas, cobrando por investimentos nestas áreas importantes, tem toda a razão."
Leia mais sobre o assunto na página 6.


