Curitiba - Até o início da noite de ontem, 234 pessoas haviam sido detidas, no Paraná, por causa de propaganda irregular ou boca-de-urna. Em Curitiba, o candidato a deputado estadual pelo Partido Verde (PV), Professor Galdino, foi preso, por volta das 11 horas, na Praça Santos Andrade, no centro da Capital. Ele estaria usando um jaleco com seu nome e número estampados e portando material de campanha.
As pessoas detidas pela Polícia Militar (PM) foram encaminhadas para a Polícia Federal (PF) para preenchimento de termo circunstanciado e ficavam aguardando a definição da pena pelo plantão de promotores e juízes do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), antes de serem liberadas. Em Curitiba, o ''cadeião'' foi montado no ginásio de esportes da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) para onde foram levadas 18 pessoas.
O juiz eleitoral da 176 Zona e responsável pela propaganda de rua em Curitiba, Roberto Portugal Bacellar, considerou o número de apreensões normal. Segundo ele, 99% dos casos foram de cabos eleitorais fazendo boca-de-urna e uns poucos, além da propaganda irregular, foram presos por desacato. Os crimes considerados de baixo potencial ofensivo são punidos com prestação de serviços.
Bacellar destacou que qualquer tipo de propaganda no dia da eleição é considerado crime. Uma das denúncias recebidas pela Justiça Eleitoral de Curitiba foi de que um balão, com propaganda do candidato à reeleição, Roberto Requião (PMDB), estava sobrevoando a cidade pela manhã. O caso, segundo Bacellar, foi repassado para a PF investigar.
Nesta eleição, pelo menos, um candidato a deputado estadual -Fernando Ribas Carli Filho (PSB)- usou mensagens de celular para pedir voto no dia da eleição. Bacellar disse que a legislação não prevê essa prática como crime. No entanto, considerando que nenhum tipo de propaganda é permitido, caso o candidato seja, oficialmente, denunciado, a Justiça Eleitoral deverá apurar o fato.

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