Na Câmara, professores pedem apoio político para reposição salarial
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quinta-feira, 11 de julho de 2019
Guilherme Marconi - Grupo Folha 

Representantes dos sindicatos de professores da rede estadual de ensino e dos docentes e servidores da UEL (Universidade Estadual de Londrina) foram à Câmara Municipal de Londrina nesta quinta-feira (11) fazer um apelo político aos vereadores em prol do reajuste salarial.
Os professores e servidores - que cruzaram os braços nas últimas semanas -criticaram a negociação conduzida com o governo do Estado. Cerca de 120 funcionários públicos assistiu ao debate das galerias na última sessão do Legislativo antes do recesso do meio do ano.
Para o presidente da APP Londrina, Marcio André Ribeiro, é preciso um diálogo efetivo com o governo do Estado para resolver o problema dos professores, que estão com salários congelados há quatro anos. “Nós não estamos pedindo aumento salarial, somente reposição da inflação”, frisou.
Ele também considera inviável a proposta da gestão Ratinho Junior (PSD) de reajuste de 5% de forma escalonada em quatro anos. “Hoje temos uma defasagem de 17%. Não temos como aceitar essa proposta porque ela amarra os anos anteriores, inviabiliza nosso pedido de reposição de 4,9% dos últimos 12 meses e não prevê as próximas inflações.”
Ribeiro também fez discurso dirigido às entidades da sociedade civil que assinaram carta de repúdio contra o movimento grevista. “Somos nós servidores e pensionistas, sobretudo nas cidades menores, que movimentamos o comércio. Esse reajuste significa mais movimentação e consumo.”
Além da APP, discursaram representantes da Assuel (Sindicato dos Servidores Públicos da Uel) e Sindiprol (Sindicato dos Professores da UEL). O convite aos sindicatos foi feito pelo vereador Roberto Fú (PDT). Em plenário, poucos vereadores se manifestam sobre o apelo.
O presidente da Câmara, Ailton Nantes (PP), fez apenas um breve discurso acenando que os parlamentares poderão intermediar o debate com o governador e deputados estudais da região pela causa. Já Amauri Cardoso (PSDB) criticou a falta de diálogo e considerou legítima a greve. “É preciso que o governador se sensibilize e pague o que é devido.”


