Nenhum dos funcionários de carreira da Câmara de Londrina, ou comissionados, mesmo os indicados pela Presidência, sabiam informar ontem o que o presidente da Casa, vereador Sidney de Souza (PTB), fora fazer em Curitiba, para onde teria viajado. Questionados pela FOLHA, tanto o assessor de imprensa que acompanha as sessões quanto o procurador jurídico, Airvaldo Stella Alves, servidores de carreira da assessoria técnica-legislativa, da assessoria jurídica e mesmo a presidente interina da Mesa, vereadora Maria Ângela Santini (PT), eram unânimes na resposta: Souza teria ido à capital em missão oficial, pelo Legislativo, mas o objetivo da viagem seria desconhecido de todos.
Na própria Câmara, a reportagem tentou contato no celular do parlamentar várias vezes, sem sucesso - a mensagem era a de que o aparelho estava desligado ou fora da área de cobertura. Depois de alguma insistência com a presidente interina da Mesa, a vereadora obteve da diretoria a seguinte resposta: a viagem teria sido ''por motivos particulares'', não informados. Na véspera, porém, o advogado do petebista nos processos em que é investigado pelo Ministério Público, Dely Dias das Neves, afirmara que o vereador iria a Curitiba em viagem oficial.

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