Na Câmara, maioria dos que tentam novo mandato tem aumento de patrimônio
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terça-feira, 04 de setembro de 2018
Guilherme Marconi<br>Reportagem Local 
Dos 30 deputados federais eleitos em 2014 da bancada do Paraná, 24 tentam a reeleição na Câmara de Deputados. O deputado federal Osmar Bertoldi (DEM) - que assumiu como primeiro suplente da coligação do prefeito Marcelo Belinati - também pretende continuar no cargo, somando 25 parlamentares com mandato na disputa.
Dentre eles, os mais ricos, segundo declaração de bens prestada à Justiça Eleitoral, são Edmar Arruda (PSD) e Leopoldo Meyer (PSB). Arruda declarou R$ 23,4 milhões. No patrimônio inclui uma fazenda de R$ 600 mil na Bahia e participações societárias em empresas de construção civil e agronegócio. Meyer tem patrimônio declarado de R$ 14,6 milhões, uma carteira de investimentos em imóveis, tesouro nacional e outros fundos.
Dos 25 parlamentares, 17 tiveram evolução no patrimônio. Os patrimônios que mais evoluíram em valores absolutos foram do ex-ministro da Saúde do governo Temer, Ricardo Barros (PP) - marido da governadora do Paraná, Cida Borghetti -, e Osmar Serreglio (MDB). Barros declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) bens que somam R$ 5,5 milhões em 2018 contra R$ 1,8 milhão de 2014, uma evolução de 203%. Já Cida declarou que seu patrimônio diminuiu de R$ 805 mil em 2014 para R$ 481 mil neste ano. O patrimônio de Serraglio cresceu 30% ou R$ 1,6 milhão.

Queda brusca
Outros oito deputados federais ficaram "menos ricos". Alfredo Kaefer (PP) teve a queda mais drástica. O patrimônio declarado de R$ 108 milhões em 2014 caiu para R$ 1,3 milhão em 2018. Procurado pela FOLHA, Kaefer informou que uma decisão judicial decretou falência do Grupo Diplomata, da região de Cascavel, controlado pelo deputado no setor do agronegócio. O processo de falência acabou se estendendo a outras empresas consideradas sadias que incluíam fábrica de ração, shopping center, supermercados e instituições financeiras O grupo recorreu da decisão e o STJ (Superior Tribunal de Justiça) derrubou a sentença de primeira instância sobre o decreto de falência, mas na declaração de renda de 2017 ainda constavam os valores da "massa falida" que levaram à queda brusca no patrimônio do deputado, que está no terceiro mandato.
Valdir Rossoni (PSDB) e Toninho Wandcheer (PROS) também tiveram perdas de mais de R$ 1 milhão no patrimônio declarado. Já Zeca Dirceu (PT), Rubens Bueno (PPS), Luiz Nishimori (PR), Fernando Giacobo (PR) e Hermes Parcianello (MDB) tiveram perdas menores de patrimônio nos últimos quatro anos.
A queda no patrimônio de Kaefer abalou a somatória da evolução de bens dos deputados federais somados. Em 2014, os valores dos 25 parlamentares ultrapassavam os R$ 186 milhões contra R$ 74,9 milhões declarados agora em 2018 (queda de 60%).


