Buenos Aires – Ao lado da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, a presidente Dilma Rousseff afirmou que fez questão de eleger o país vizinho como destino para a primeira viagem internacional por considerar que Brasil e Argentina são cruciais para transformar "o século 21 em século da América Latina".

"E estou falando necessariamente em transformar os povos brasileiro e argentino e também os (demais) da América Latina", disse Dilma, ontem (31), em pronunciamento à imprensa, na Casa Rosada, sede do governo argentino.

O crescimento, aliado à inclusão social dos povos dos países latino-americanos, marcou o discurso das presidentas. Dilma disse se sentir em um momento especial na Argentina e afirmou que os dois países vão aprofundar vínculos para construir um mundo melhor na região.

Cristina Kirchner disse, por sua vez, que as duas mandatárias têm em comum a visão de que a inclusão social deve ter protagonismo na condução das políticas de Estado. "Nós duas achamos que o crescimento e a soberania de uma nação devem ter como protagonista a inclusão social. O crescimento econômico só é bom se atingir a todos por meio da educação, da moradia."

Acordos
Os governos do Brasil e da Argentina firmaram um acordo para a construção de dois reatores nucleares. Cada país deve construir o próprio reator a partir de projetos comuns.

Foram assinados ainda um memorando sobre bioenergia, firmada uma parceria para a construção do complexo hidrelétrico de Garabi, entre a Província de Corrientes, na Argentina, e o estado do Rio Grande do Sul, e ainda uma acordo para a construção de uma ponte que ligará São Miguel do Oeste (SC) à cidade argentina de San Pedro.

Segundo a presidenta Dilma a expectativa é de que as obras para a construção da usina de Garabi comecem entre 2013 e 2014. "Nossa parte foi feita e eles [Argentina] vão contratar o estudo de viabilidade e pelos dados que vi estão pretendendo que Garabi seja construída no mais tardar entre 2013 e 2014".

Por meio de um convênio firmado entre a Caixa Econômica Federal e o Ministério do Planejamento da Argentina, o governo brasileiro colocou a disposição o modelo do programa Minha Casa, Minha Vida para a construção de moradias populares. No Brasil, a meta do programa é construir 1 milhão de unidades habitacionais.

Na área das Comunicações foi assinado um plano de ação conjunta para cooperação bilateral com objetivo de massificar o acesso à internet em banda larga até 2015 nos dois países, por meio da melhoria na qualidade de conexão e ampliação da disponibilidade do serviço.

Internet
Os governos também assinaram um plano de ação conjunta para cooperação bilateral com objetivo de massificar o acesso à internet em banda larga até 2015 nos dois países, por meio da melhoria na qualidade de conexão e ampliação da disponibilidade do serviço.

O plano prevê a implantação de dutos para a passagem de cabos e fibra ótica entre os dois países, a integração das estatais de telecomunicações brasileira e argentina (Telebras e Arsat), a associação estratégica na produção de equipamentos e a troca de informações sobre programas e políticas na área industrial que ampliem o acesso a equipamentos.

Os dois países também devem desenvolver em conjunto conteúdos digitais e interativos e trabalhar em parceria para definir mecanismos de financiamento e acesso a crédito para projetos estratégicos na área sejam públicos ou privados.

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