Curitiba - Mesmo com a Câmara Federal tendo anunciado aumento no ''cotão'' dos deputados (como é conhecida a verba parlamentar para passagens aéreas, combustível, telefone, serviços postais e outras despesas), o presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Valdir Rossoni (PSDB), disse que o ''efeito cascata'' não vai chegar ao Estado. ''É uma decisão que eu preciso tomar junto com os demais parlamentares na próxima segunda-feira, mas se depender de mim não teremos esse reajuste'', disse o deputado estadual para a FOLHA.
Rossoni defende que o ''cotão'' da AL, chamado oficialmente de verba de representação, ''já foi aumentado o ano passado'', fato que justificaria a manutenção dos valores atuais. Em janeiro de 2012, o presidente da AL concedeu um aumento de 14,44% nessa rubrica, elevando de R$ 27,5 mil para R$ 31,4 mil quanto cada deputado estadual pode gastar com o custeio do próprio mandato. Os políticos de Brasília estavam sem aumento desse tipo há dois anos e agora querem reajustar sua própria verba parlamentar em 12,72%. O número é a soma da inflação em 2011 e 2012, de acordo com o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
Na Assembleia Legislativa, cada político recebe um salário bruto de R$ 20 mil e pode gastar mensalmente R$ 10,6 mil com transporte, R$ 3,6 mil com serviços postais ou telefônicos e ser ressarcido em mais R$ 17 mil. O ''dinheiro devolvido'' serve para custear passagens, hospedagem, aluguel de imóveis, material de escritório, assinatura de jornais e revistas, banda larga e alimentação. Também pode ser gasto com combustível, desde que não ultrapasse 30% da verba de ressarcimento (R$ 5 mil).
O ''cotão'' dos deputados federais é de R$ 34 mil (em média). Eles também recebem R$ 26,7 mil de subsídio, R$ 3 mil de auxílio moradia e R$ 78 mil para empregar pessoas em seu gabinete parlamentar. É a mesma quantia que um deputado estadual tem para contratar funcionários, uma vez que também essa despesa foi reajustada por Rossoni em 2012. Ano passado, a Mesa Executiva da AL autorizou recomposição de 30% para os gabinetes parlamentares, elevando de R$ 60,1 mil para R$ 78,5 mil o dinheiro disponível para a contratação de até 23 servidores comissionados pelos deputados estaduais.

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