Mais de três mil audiências de conciliação estão agendadas para ocorrerem até o fim da semana em todo o Paraná, prazo de duração da 9ª edição da Semana Nacional da Reconciliação, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os processos escolhidos são aqueles que têm possibilidade de resolução por meio de acordo entre as partes, excluindo a necessidade de todo o trâmite judicial.
A análise dos processos que entrarão na Semana foi feita por magistrados e envolvem aquelas que têm interesse das partes pela conciliação registrado. A medida também ajuda a desafogar o Judiciário.
Procurado, o CNJ não soube informar quantas ações serão julgadas em Londrina. Entretanto, mutirão realizado na última sexta-feira promoveu 135 audiências de litígios familiares. "Nós temos um agendamento quadrimestral e o nosso mutirão já estava marcado. Por isso, fizemos antes da semana da CNJ", explica o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), Sidnei Correa da Silva.
Somente em um dia, foram mobilizados quatro juízes e 16 salas com dois conciliadores para tentar solucionar processos envolvendo famílias. Ele afirma que o índice de conciliação chega a quase 60% das audiências - também há casos de ausência de impetrantes ou de réus e casos que necessitam de mais diligências.
O diretor-geral do Fórum de Londrina e juiz da 1ª Vara da Família, Marcos Henrique Ticianelli, calcula ter proferido pelo menos 50 decisões na última sexta-feira. "O momento (para a Semana de Conciliação) é oportuno: estamos praticamente no fim do ano e essa é uma oportunidade para cuidarmos de casos que podem ser resolvidos mais rápido", avalia.
Segundo o magistrado, a conciliação permite a extinção de uma ação de forma mais célere e a satisfação das partes é maior. "Existem dois modos de fazer um julgamento: com o acordo das partes ou como manda a lei. No primeiro caso, a liberdade (das condições da sentença) é maior do que permite a lei", afirma.
Porém, ele ressalta a necessidade de conciliadores capacitados que mostrem às partes quando é mais vantajoso chegar a acordos. "Cabe-nos convencê-los que com as condições acertadas entre eles é melhor, mas que não são obrigados a aceitar essa via."

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