Mutirão deve julgar 7,6 mil processos da Meta 2
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sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um total de 234 juízes de 1º grau do Tribunal de Justiça (TJ) deverão participar de um mutirão que irá julgar 7.632 processos da meta 2 no estado. O grupo corresponde a 44% do total de juízes de primeira instância do TJ no estado. Ontem o TJ divulgou a lista dos magistrados que aderiram ao mutirão voluntário do órgão. Em média, cada magistrado se comprometeu a atuar em 38,74 ações.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Justiça do Paraná ainda precisa julgar 87 mil processos para cumprir a meta que estipula que todos os processos protocolados até 31 de dezembro de 2005 sejam julgados até o fim de 2009. A adesão dos juízes deve ajudar a acelerar o cumprimento da Meta 2 no estado, segundo o juiz auxiliar da presidência do TJ, Rosselini Carneiro, que é gestor das dez metas estabelecidas pelo CNJ no órgão.
''Todos os juízes têm que atuar na Meta 2'', esclarece. Os magistrados que aderiram ao mutirão, no entanto, irão ajudar os colegas que estão com o trabalho mais ''acumulado''. Dos 234 juízes voluntários, os magistrados mais animados do mutirão se comprometeram a julgar 200 e 212 processos. Apenas 37 não informaram quantos processos devem assumir.
Carneiro diz que o mutirão é mais um sinal de que o cumprimento da meta irá ''acelerar no estado''. De agosto para setembro a Justiça paranaense o número de processos da meta julgados cresceu 50% e foi de 7.868 para 11.812. Os dados de outubro, novembro e dezembro devem ser ainda mais otimistas, aposta.
Para o juiz, a adesão ao mutirão é sinal do comprometimento dos magistrados com a meta. No entanto, os processos que deverão ser julgados pelos juízes voluntários representam menos de 9% do total do déficit da Justiça estadual. Apesar do tamanho do desafio, Carneiro está confiante. ''O Paraná vai julgar a maioria dos processos da meta 2'', prevê.
Em novembro, a pedido do CNJ, a Justiça paranaense irá realizar um levantamento numérico dos processos que não pdoerão ser julgados. Os chamados injulgáveis são ações cuja conclusão depende de questões que não estão dentro do escopo de atuação do juiz, como por exemplo a falta de advogados para representar o réu ou de recursos para a realização de perícias.


