Cerca de oito promotores do Paraná, envolvidos com a Defesa do Patrimônio Público, estarão trabalhando nos próximos trinta dias, em um levantamento das diversas investigações que tenham ligação com as denúncias de irregularidades envolvendo o Banestado.
O grupo foi formado pela procuradora-geral de Justiça, Maria Teresa Uille Gomes, e deverá ser publicado nos próximos dias no Diário Oficial da Justiça. ''É um grupo de trabalho formado por promotores de várias comarcas coordenados pelo procurador Bruno Galati, para que no prazo de 30 dias seja feito um relatório de todos os dados que temos nas diversas promotorias, envolvendo o caso (Banestado)'', afirmou. ''Em seguida vamos identificar o encaminhamento legal, pois existe uma área de atribuição do MP federal e do estadual. Precisamos delimitar as esferas de atribuição'', complementou Maria Teresa. Segundo a procuradora, os trabalho já começaram.
Somente em Londrina, os promotores de Defesa do Patrimônio Público descobriram que, em pelo menos uma conta aberta no Banestado, passou dinheiro desviado da Prefeitura de Londrina. Através do rastreamento do dinheiro, os promotores chegaram à conta da empresa fantasma Freitas & Dutra, em que teria sido depositado um cheque de R$ 120 mil emitido pela prefeitura.
Com base nessa investigação, a Polícia Federal (PF) chegou à outras 36 contas fantasmas no Banestado de Londrina, Cambé e Ibiporã, que entre maio de 1998 e janeiro de 1999, teriam lavado mais de R$ 150 milhões.
Segundo o delegado da PF, Sandro Roberto Viana dos Santos, mais de mil pessoas teriam depositado dinheiro nessas contas. ''Foi feita a quebra dos sigilos dessas contas e tem mais de mil pessoas que terão que ser ouvidas. O interessante, para otimizar o trabalho, seria abrir mil inquéritos'', contabilizou. De acordo com o delegado, o prazo concedido pela Justiça para a conclusão dos inquéritos, se encerra no dia 11 de abril. ''Vamos fazer o possível para para terminar isso logo'', concluiu.

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