Curitiba - Além de cobrar do Congresso Nacional a regulamentação da emenda 29, as administrações municipais querem chamar a atenção dos deputados federais a respeito do projeto de lei 619/07, de autoria do governo federal, que fixa um piso nacional de R$ 850 para os professores do ensino público. O presidente da União dos Dirigentes Municipais da Educação do Paraná (Undime/PR), Carlos Eduardo Sanches, explica que as administrações municipais são favoráveis ao piso nacional, mas que não há capacidade financeira para se adequar ao projeto de lei, caso seja aprovado. ''Não somos contrários à mudança, mas também não podemos fazer 'mágica'. O governo federal tem que colocar dinheiro novo'', defende ele.
O assunto foi um dos temas discutidos durante o 3º Congresso e Feira Nacional de Produtos e Serviços para Municípios, realizado pela Associação dos Municípios do Paraná (AMP), e encerrado ontem em Curitiba. Na próxima quarta-feira, Sanches conta que o presidente da AMP, Moacyr Fadel, estará reunido com deputados federais para explicar que ''o conjunto das prefeituras não tem condições de assumir o piso nacional para os professores das redes municipais''.
''A média de salário dos professores da rede municipal no Paraná é de R$ 470, referente a 20 horas semanais. Pelo projeto de lei, o salário médio passaria para R$ 550'', explica Sanches, acrescentando que uma das soluções é cobrar que o governo federal invista a parcela destinada à área de educação - de 18% no mínimo - em cima de 100% da sua arrecadação, e não em cima de 80%, como seria aplicada atualmente. ''Os municípios e os Estados têm que investir no mínimo 25% do total da arrecadação'', comparou ele. (C.S.)

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