Municípios demitem mil servidores
Arquivo FolhaDaijó: cortes em secretarias e demissão de 450 servidoresLevantamento feito pela Folha mostra que as demissões anunciadas pelas prefeituras do Estado já são 1,1 mil. A que mais vai cortar pessoal é a de Foz do Iguaçu, com a dispensa de 450 servidores divulgada ontem pelo prefeito Harry Daijó (PPB). Santo Antônio da Platina vem em seguida, com a dispensa de 308 servidores até o final do ano, segundo o prefeito Flávio Maiorky (PFL). Deste total, 177 são ocupantes de cargos comissionados.
O ranking do facão põe Apucarana em terceiro lugar, com previsão de exonerar 190 servidores. O prefeito Carlos Scarpelini (PPB) divulgou recentemente um processo de ajuste com fusão e extinção de secretarias que inclui demissão, a partir de janeiro, de aposentados que continuam ocupando cargos na prefeitura.
Em Barbosa Ferraz, na região de Campo Mourão, a prefeita Elza Marques Gonçalves (sem partido) dispensou, na semana passada, 117 servidores, o equivalente a 25% do quadro geral do funcionalismo. As demissões, segundo ela, foram motivadas pela anulação de um concurso público pelo Tribunal de Contas, mas a prefeita reconheceu que a crise financeira também contribuiu. Ela não descarta a possibilidade de ter de cortar mais 100 pessoas a partir do próximo ano. Em Campo Mourão, o prefeito Tauillo Tezzelli (PSDB) começou a exonerar no final de outubro 35 ocupantes de cargos comissionados.
A argumentação da maioria dos prefeitos para as demissões é a crise financeira, incluindo queda na arrecadação e aumento da inadimplência, agravada, segundo eles, pelo pacote de ajuste fiscal do governo federal.
O presidente da Federação das Associações dos Municípios do Paraná (Femupar), José Bisca (PFL) lamentou as dispensas, principalmente as 450 de Foz do Iguaçu, que ele soube através da Folha. É preocupante, admitiu. Bisca disse que Daijó deve ter motivos para as demissões. Mas é final do ano. Você já imaginou o Natal desse pessoal?, questionou.
Bisca descartou, porém, a adoção de demissão em massa nos outros municípios. Segundo ele, os prefeitos não devem adotar novas dispensas porque haviam se adequado antes do anúncio do ajuste. A demissão não é tendência, afirmou. (P.Z)





