Municípios cobram inclusão na RML
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quinta-feira, 14 de junho de 2012
Edson Ferreira <br> Reportagem Local 
Os municípios de Florestópolis e de Porecatu apostam na inclusão à Região Metropolitana de Londrina (RML) para ampliar a capacidade de investimentos, principalmente em habitação. Juntas, as duas cidades somam cerca de 26 mil habitantes e orçamentos que não ultrapassam os R$ 34 milhões anuais - Florestópolis, R$ 12 milhões, e Porecatu, 22 milhões. Conforme a FOLHA mostrou esta semana, tramita na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná proposta do deputado estadual Alexandre Curi (PMDB) para que as duas cidades passem a integrar o conglomerado.
O prefeito de Florestópolis, Onício de Souza (DEM), que já esteve em Curitiba para tratar do tema junto aos deputados, disse que é ''imprescindível'' para o município integrar a RML. ''Com a presença na região metropolitana o subsídio do governo federal (na habitação) é bem maior.'' Souza explicou que os municípios que integram a RML podem reduzir os custos para os mutuários beneficiados pelo programa Minha Casa, Minha Vida. ''Hoje o subsídio que é de R$ 9 mil passaria para R$ 17 mil.'' O prefeito informou que a folha de pagamento do funcionalismo em Florestópolis consome R$ 600 mil/mês, mais da metade da arrecadação mensal ''e aí não sobra recurso para investimentos''.
De acordo com Souza, outra vantagem são os investimentos em segurança, através do Consórcio de Segurança Pública e Cidadania da Região Metropolitana de Londrina (Cismel). ''Nosso objetivo também é fazer parte do consórcio de segurança para ter acesso a recursos para instalação de câmeras de monitoramento'', afirmou.
O assessor de Governo de Porecatu, José Catelli, confirmou que o município pediu a apresentação do projeto na AL, para que a cidade faça parte da RML. ''Hoje já temos integração no transporte, mas pode melhorar, com linha direta para Londrina, sem passar antes por Bela Vista do Paraíso.'' Ele também apontou a integração telefônica e o aumento no subsídio habitacional como fatores que despertam o interesse da cidade.
De acordo com a justificativa apresentada no projeto, a inclusão de Florestópolis à RML se sustenta porque a cidade está ''ligada geograficamente e historicamente ao município de Londrina''. Relator do projeto na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da AL, o deputado Nereu Moura (PMDB) apresentou uma emenda aditiva acrescentando o município de Porecatu ao projeto de ampliação da RML. Após ter sido aprovado pelos membros da CCJ, o projeto deve seguir para votação em plenário.
Nem todos são favoráveis a essa ampliação. O deputado Tadeu Veneri (PT) acredita que essa é uma extensão muito mais política do que técnica. ''Está se propondo ampliar uma região metropolitana sem que haja auxílio técnico. Entre os municípios que hoje já fazem parte da RML não existe uma integração real de ônibus, por exemplo'', argumenta. Florestópolis fica a 73 quilômetros de distância de Londrina, enquanto Porecatu dista 85 quilômetros.


