Falando em nome do prefeito Barbosa Neto, o secretário de Governo, Marco Cito, disse lamentar a ação do MP. ''Estamos lamentando porque o MP se baseou na impugnação do Observatório e isso demonstra falta de conhecimento técnico sobre licitação'', criticou. ''Além disso, nunca vi ação por improbidade administrativa antes de um contrato não homologado.''
Segundo ele, o preço máximo do edital foi tão elevado porque ''apenas três ou quatro'' empresas teriam respondido aos 23 pedidos de orçamentos encaminhados pela Secretaria de Gestão Pública para formular os preços. ''Não podemos deixar de fazer a licitação porque as empresas não apresentaram o orçamento'', defendeu. ''Não quero crer que uma empresa que vai fornecer 34 mil kits escolares não tenha capital social de R$ 800 mil. Isso não é um problema nosso. Talvez, da Receita.''
O secretário acrescentou que somente se houver determinação judicial o município desistirá da licitação da forma como está proposta. ''Estamos agindo dentro da lei.'' Cito também disse que o município recebeu ontem os kits escolares encaminhados pelo prefeito de Maringá, Silvio Barros, a Londrina. ''São de qualidade muito inferior ao que queremos comprar para os alunos de Londrina. A diferença é abissal.'' O prefeito maringaense encaminhou os kits depois que Barbosa sugeriu que o material daquela cidade não seria de qualidade. (L.C.)

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