Londrina - Para conseguir dinheiro direto nos ministérios, sem se endividar ou se comprometer com contrapartidas, a prefeitura pode recorrer ao Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse (Siconv), do governo federal. Nesse caso, o município cadastra a sua proposta e aguarda a análise feita no ministério a que se vincula determinada política pública. A esse processo a prefeitura dá o nome técnico de extraemenda, ou seja, sem ter necessariamente a participação parlamentar.
No ano passado, a prefeitura enviou 23 propostas para análise em diversos ministérios, tentando trazer R$ 49 milhões. Mas apenas quatro extraemendas foram contratadas, totalizando R$ 3,9 milhões. Segundo o secretário de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Daniel Pelisson, "nunca é satisfatório esse balanço, pois a gente pede uma quantia e eles mandam menos". Com a sanção do Orçamento, os técnicos municipais passaram a monitorar os portais ministeriais em busca dos editais que devem ser abertos.
Pelisson explicou que a administração municipal precisa acompanhar as prioridades elencadas pelo governo federal para enviar projetos que estejam em sintonia com a linha dos convênios disponíveis em Brasília. Ele entende que não adianta pedir dinheiro fora daquilo que a União prioriza. "A gente se propõe dentro das linhas de recursos que o governo abre, para tentar os recursos. Se o governo acata a proposta, a gente vai atrás da elaboração do projeto. A elaboração de projetos depende também de uma sinalização do governo", disse.
Apesar da crise e do anunciado corte de investimentos pela União, Pelisson está otimista quanto à liberação de recursos para Londrina, neste ano. "O problema (para trazer dinheiro) é ação dentro do governo. Hoje eu vejo com melhores olhos, o ministro (Gilberto Kassab, ministro das Cidades) é do mesmo partido do prefeito, então acho que pode ser mais fácil encaixar." (E.F.)

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