Município recebe projeto da taxiway e inicia articulação para funding

A Prefeitura de Londrina recebeu, na tarde desta segunda-feira (2), o projeto executivo da nova pista de taxiamento do Aeroporto de Londrina, que foi doado pelo industrial Alfons Gardemann, presidente do Conselho da Pado.

A taxiway é uma via que conecta a pista principal aos terminais e hangares, permitindo que as aeronaves realizem manobras em solo com mais segurança e eficiência. O projeto foi desenvolvido pela MSE Engenharia, de Londrina, e contou com a cooperação técnica da Motiva, concessionária do aeroporto, que forneceu documentos e acesso ao sítio aeroportuário.

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Na apresentação do projeto, a empresa explicou que a taxiway vai acompanhar paralelamente a pista de pouso e decolagem do aeroporto. A previsão é de grande movimentação de terra, com mais de 500 mil metros cúbicos de importação de solo.

O prefeito Tiago Amaral (PSD) ressaltou a importância da colaboração entre os setores público e privado e frisou que a iniciativa do industrial acabou acelerando o desenvolvimento do projeto. Agora, o desafio é articular os recursos para financiar a obra, que pode chegar a R$ 60 milhões.

“É uma estimativa em razão do grande volume de terraplanagem que precisa ser feito. É um projeto que não é barato, mas sabemos da importância que ele tem”, afirmou o prefeito, que disse aguardar a manifestação dos órgãos técnicos sobre a captação dos valores.

Segundo ele, a sinalização da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) é que o mais habitual será realizar um aditivo no contrato de concessão, mas não está descartada a aplicação de recursos do governo federal ou do governo do Estado.

“Acho interessante que isso seja inserido na parceria com a concessionária, porque, lá atrás, quando foi feita essa concessão, imaginávamos que isso seria contemplado. Então, seria quase uma correção de rota, uma correção de rumo”, acrescentou.

A discussão sobre a nova pista de taxiamento se arrasta há pelo menos uma década. Em 2016, um acordo de cooperação técnica do município com a Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) previa a realização da obra, mas isso nunca aconteceu. Em 2021, no contrato de concessão, a taxiway ficou de fora. No final de 2024, na gestão do ex-prefeito Marcelo Belinati (PP), o município judicializou a questão, cobrando a realização das obras previstas no acordo de 2016 com a Infraero, o que inclui a ampliação da pista. Contudo, Tiago avalia que é possível buscar outros caminhos para resolver a questão.

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| Foto: Emerson Dias/N.Com

"GESTO DE GRATIDÃO"

Alfons Gardemann, que participou do evento, destacou que a doação foi um “gesto de gratidão” à cidade de Londrina, que acolheu sua família, vinda da Alemanha, na década de 1960, e reforçou a importância de colaborar com o município.

“Eu acredito que qualquer cidade tem demanda por projetos. Sem dúvida nenhuma, a colaboração ajuda muito o gestor público, porque você não depende de licitação, que é um processo muito demorado, muito complexo, e isso faz com que as obras atrasem. Essa contribuição do público com o privado é muito importante”, frisou o industrial. Ele também destacou que, em uma cidade do porte de Londrina, o aeroporto precisa ter estrutura para atrair grandes empresas.

A gerente do aeroporto de Londrina, Daiane Persicotti, pontuou que a busca por recursos é a próxima etapa a ser vencida para a realização da obra. A concessionária atuou como apoiadora no desenvolvimento do projeto.

“A Motiva fica à disposição para que aconteça esse diálogo junto aos órgãos reguladores e ao governo para que esse projeto venha a ser viável, implementado e executado”, disse.

O projeto da taxiway agora passará por avaliação técnica e normativa por parte da Motiva. A expectativa é que esse retorno aconteça em 35 a 40 dias

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