Município fecha caixa no azul, mas prevê 2014 mais difícil
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Luís Fernando Wiltemburg<br>Reportagem Local 
Após previsões de deficit no balanço orçamentário e medidas de contenção de gastos, a Prefeitura de Londrina fechou o ano de 2013 com superavit. Entretanto, o secretário da Fazenda, Paulo Bento, prevê que 2014 será um ano mais difícil, com mais gastos e menos opções de cortes de despesas.
A equipe do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) assumiu a administração municipal com previsão de fechar o ano com deficit de R$ 70 milhões. Porém, segundo estimativas, o saldo ficou positivo em cerca de R$ 3,8 milhões. O fechamento de 2013 deve ser apresentado em audiência pública na Câmara de Vereadores no dia 28 de fevereiro.
O saldo positivo foi possível, segundo o secretário, devido ao contingenciamento de gastos e investimentos e ao corte de horas extras. Entretanto, sem essas gorduras em 2014 e aumento nas despesas com pessoal, fechar o caixa no azul pode ficar mais difícil.
O orçamento para 2013 era de cerca de R$ 1,2 bilhão, dos quais aproximadamente
R$ 652 milhões seriam de arrecadação própria o restante viria de convênios com os governos estadual e federal, com verbas carimbadas. Porém, dos R$ 652 milhões, a prefeitura realizou cerca de R$ 580 milhões ou seja, aproximadamente R$ 72 milhões a menos que o previsto.
Como a gestão chegou com superavit de R$ 34 milhões (dos quais R$ 17 milhões já estavam comprometidos com pagamentos de precatórios e fornecedores referentes a 2012), faltariam cerca de R$ 55 milhões que precisaram ser economizados. "E conseguimos isso só com cortes, sem precisar de Profis (programa de refinanciamento fiscal)", lembra Bento.
A preocupação com as contas refletiu durante todo o ano passado. Ao fechar o primeiro quadrimestre, a administração municipal diminuiu a previsão de deficit de R$ 56 milhões para R$ 22 milhões. No segundo quadrimestre, a previsão era de R$ 1 milhão negativos.
Para reduzir os danos, Kireeff determinou o contingenciamento e a Fazenda fechou o cerco contra inadimplentes. Criou uma central de cobrança por telefone e iniciou a execução judicial de grandes devedores. Além disso, revisou cadastros de impostos e eliminou duplicidades.
Mesmo com os cortes, a previsão para este ano é de aperto novamente. O reajuste inflacionário de tributos municipais em vigor deve aumentar a arrecadação em cerca de R$ 23,5 milhões. A Câmara barrou, no ano passado, reajustes maiores, nos valores de ISS (Imposto Sobre Serviços), multa mais severa aos devedores de tributos e diminuição na isenção do valor para cálculo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano).


