A Prefeitura de Londrina está elaborando um estudo para reajustar os salários dos professores e de outros funcionários que trabalham no setor de educação no município. A informação foi prestada pelo prefeito Barbosa Neto (PDT) durante a entrevista coletiva que concedeu ontem de manhã. ''Nós estamos procurando equacionar esta situação porque havia uma demanda reprimida há anos; acredito que será uma conquista importante para o magistério de Londrina'', justificou.
Ele acrescentou que não tinha como antecipar o percentual durante a entrevista. A divulgação do índice só deve acontecer na próxima semana. ''A gente gostaria de apresentar este projeto em outubro, quando se comemora o dia do professor, mas estamos acelerando para que a Secretaria de Planejamento apresente estes cálculos o quanto antes'', disse o prefeito. Depois, o projeto de lei será encaminhado à Câmara de Vereadores.
O prefeito nega que esteja cedendo à pressão dos servidores do setor, que ficaram descontentes com o reajuste de cerca de 50% dos salários dos médicos e enfermeiros que trabalham para o município. O projeto que corrige os salários do pessoal da saúde já está na Câmara de Vereadores. Os salários pagos pela prefeitura não são considerados atrativos para os profissionais da área da saúde.
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv) de Londrina, Marcelo Urbaneja, disse que ainda não recebeu nenhuma proposta formaizada pela administração. ''Precisamos de alguma coisa concreta para poder analisar e discutir. Mas hoje existe um canal de negociação com a administração, onde nós estamos passando para eles as necessidades e solicitações da categoria. Eu quero acreditar que o prefeito tem uma boa vontade de resolver esse problema'', afirmou.
Urbaneja confirmou que o indicativo de greve - aprovado em assembléia no último dia 5 - continua em vigência. ''Ainda existe essa possibilidade de paralisação. Até porque o indicativo foi aprovado para garantir o direito de o servidor poder acompanhar as discussões sobre o futuro da categoria. A nossa intenção não é a de utilizar essa ferramenta, porém, se for necessário, e pelo bem dos servidores, vamos fazer valer esse direito'', concluiu.

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