A Prefeitura de Londrina está cobrando na Justiça, em ação de ressarcimento de danos, R$ 6.132.468,10 do Instituto Atlântico, que atuou em Londrina por aproximadamento seis meses, entre 2010 e 2011, executando serviços na área da saúde. Além do instituto, também são réus os dirigentes Bruno Valverde Chahara e Lucas Cavenagui Modesto. O valor da ação é proveniente de três convênios - Policlínica, Serviço de Internação Domiciliar e Samu - que foram firmados com o Atlântico.
A ação também requer a indisponibilidade dos bens dos réus. O processo foi baseado em um relatório finalizado pela Controladoria Geral do Município (CGM), que encontrou irregularidades na aplicação dos recursos repassados ao Atlântico. No mesmo período, outro instituto, o Gálatas, também atuou gerenciando serviços de saúde em Londrina. Ambos foram acusados por desvios de recursos públicos e os convênios cancelados logo após a Operação Antissepsia, realizada pelo Grupo da Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público (MP) do Paraná.
As investigações revelaram que o esquema de desvios começou com a atuação de pelo menos três lobistas, que seriam os ex-conselheiros municipais de saúde Joel Tadeu Correa e Marcos Ratto, e Juan Monastério Mattos Dias, assessor do Gálatas. Segundo o MP, o ex-prefeito Barbosa Neto (PDT), a esposa dele, Ana Laura Lino, o ex-procurador do município Fidelis Canguçu, e outros ex-secretários municipais teriam se articulado com os presidentes dos institutos para a apropriação indevida do dinheiro que deveria ir para a saúde. Ações civis e criminais correm na Justiça local.

mockup