Mulheres exigem fim de leis restritivas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 26 de dezembro de 2001
France Presse 
Peshawar, Paquistão Uma organização de mulheres afegãs exigiu ontem em Peshawar (noroeste do Paquistão) que o novo governo de Cabul proceda à abolição de todas as leis discriminatórias e conceda às mulheres uma posição de igualdade. ''Nós nos opomos a qualquer discriminação de origem sexista'', afirmou a ativista Fatana Gailani, durante uma conferência sobre o assunto.
Gailani se felicitou com o final do regime extremista taleban, que durou cinco anos, e que proibia às mulheres o direito ao trabalho, o acesso à escola e as obrigava cobrir-se da cabeça aos pés.
''Vamos aproveitar esta mudança. O governo deve assegurar a restauração do respeito, assim como da posição da mulher afegã'', acrescentou Gailani.
Em resolução adotada durante esta conferência, as participantes recordaram que as mulheres representam 67 por cento da população afegã, e pediram ao novo governo que respeite seus direitos econômicos e políticos.
Também fizeram um apelo a favor de um embargo total de armas além do pedido de substituição das tropas norte-americanas, estacionadas no Afeganistão, por uma força internacional com mandato das Nações Unidas. Seu desejo é que os países vizinhos ao Afeganistão deixem de intervir em seus assuntos internos.
Entre os 30 membros do governo afegão figuram duas mulheres, Suhaila Siddiq e Sima Samar, que sábado passado estavam sentadas nas primeiras fileiras da tribuna oficial.


