As mulheres são 51% da população do Brasil, mas na política não têm representatividade maior que 11%. O tema ‘‘Participação das Mulheres na Política’’ foi discutido ontem, em Londrina, durante o ‘‘2º Diálogo Internacional’’, que reuniu cerca de 150 mulheres entre lideranças políticas, representantes de centros feministas, de organizações não-governamentais (ONGs) e de partidos políticos.
O objetivo do encontro, que já teve uma edição em São Paulo, e hoje ocorre em Recife (PE), é promover o crescimento da participação feminina em todas as áreas de atuação. Aumentar o número de candidatas nas eleições deste ano também é uma das metas.
‘‘Os números refletem a pequena participação da mulher brasileira em todas as esferas do Executivo, Legislativo e Judiciário. A política ainda é um espaço a ser conquistado pelas mulheres’’, enfatizou a assessora técnica do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFêmea), de Brasília, Sônia Malheiros Miguel. De acordo com Sônia, na Câmara de Deputados e no Senado, apenas 6% são mulheres; nas prefeituras, as mulheres representam 10%; nas Assembléias Legislativas, elas são 10% do total; nas Câmaras de Vereadores, as mulheres são 11%, e apenas uma mulher é governadora. Cinco mulheres são ministras do Poder Judiciário, uma no Superior Tribunal Federal (STF), três no Superior Tribunal de Justiça (STJ), e uma no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

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