Mulheres de PMs pressionam deputados
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Rosiane Correia de Freitas<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - Um grupo de esposas de policiais militares esteve ontem na Assembleia Legislativa para cobrar mudanças no projeto de lei do Poder Executivo que altera o soldo da categoria. As mulheres prometem ocupar as galerias da Casa até o projeto seja votado. Pelo texto, que foi apresentado à Assembleia pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB), gratificações de caráter permanente serão incorporadas ao soldo - vencimento base dos policiais.
Para Jozy Brito, esposa de um soldado da Polícia Militar (PM), o problema do projeto é que ele altera a relação entre o soldo do soldado e o dos oficiais. ''Hoje o soldo do PM que trabalha na rua é 37% do soldo do coronel. Com a mudança, o valor pago aos soldados será só de 19% do soldo do coronel'', aponta. Na prática, explica Jozy, o salário do policial - que hoje gira em torno de R$ 1.600,00 - irá para R$ 2.289,00 caso o projeto seja aprovado.
''Não queremos que os oficiais fiquem sem aumento. Nós queremos é que seja um aumento justo. Se for 40%, que seja 40% para todos'', defende. ''O governo quer aumentar ainda mais um diferença que já existe'', critica. Para Jozy, ''oficial não morre em troca de tiro com bandido. Quem morre é soldado''.
O líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB), defendeu a proposta. ''O que o governo fez foi equiparar o vencimento dos oficiais com os dos delegados da Polícia Civil'', explica. Segundo Romanelli, o reajuste previsto para os soldados ''é o reajuste possível nesse momento''. ''Hoje o orçamento do Estado não permite que o mesmo índice seja aplicado a todos'', completa.
O projeto que altera o soldo dos policiais militares pode ser analisado ainda hoje na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia.


