Mulher não acredita em intoxicação alimentar
Curitiba - Nina Carvalho, mulher de Carvalhinho, não acredita que a causa da morte tenha sido contaminação alimentar. Para ela, a morte teve relação com o excesso de antibióticos tomados pelo empresário nas últimas semanas. Segundo ela, Carvalhinho tinha um problema crônico de laringite, tanto que era comum ele aparecer afônico em eventos públicos. Na viagem do casal há cerca de duas semanas à Europa, ele teria ficado dois dias sem voz. Desde então, tomou três tipos de antibióticos.
''Ele tomou todos esses medicamentos mas não completou o ciclo normal de nenhum dos antibióticos. Isso fez a bactéria se tornar mais resistente e atacar a corrente sanguínea'', acredita. Uma das hipóteses levantadas, ontem, era de que Carvalhinho teria comido dois pastéis de carne e um suco de abacate em uma pastelaria de Londrina, onde esteve no sábado participando de atividades do programa Ação Global. ''Todo mundo comeu a mesma coisa e ninguém teve problema'', descartou.
Daniel Russi Filho, vice-presidente do Grupo Carvalho (holding que agrega várias empresas na área de agropecuária, reflorestamento e venda de veículos) que esteve junto na viagem a Londrina, conta que não viu Carvalhinho comer nada de diferente. ''Nós quase nem tivemos tempo de comer'', disse.
Nina esclareceu, ainda, que o empresário sofria constantemente de problemas gastrointestinais. Ele tinha um quadro de Síndrome do Intestino Irritado, o que exigia medicamentos constantes para este fim. ''Por isso ele tinha que vir constantemente ao Santa Cruz para fazer hidratação do intestino'', contou.(M.G.)





