Mulher fica ferida em caminhada pró-Serra
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domingo, 15 de setembro de 2002
Agências 
Brasília Uma mulher ficou ferida ao ser atingida por um pára-quedista durante a caminhada promovida pelo candidato à Presidência José Serra (PSDB) e pelo governador do Distrito Federal e candidato à reeleição, Joaquim Roriz (PMDB). O pára-quedista, que trazia uma bandeira com os nomes dos candidatos, aterrissou sobre a mulher que acompanhava a caminhada.
Seguranças e partidários de Roriz tentaram evitar que a imprensa tirasse fotos encobrindo a mulher com as bandeiras dos candidatos. A vítima, cujo nome não foi identificado, saiu em um carro da polícia com a cabeça sangrando. Os seguranças da caminhada, além de cobrir o corpo da mulher vitimada pelo acidente, agrediram jornalistas que presenciaram o fato.
Segundo os organizadores, cerca de 40 mil pessoas participam do evento, realizado no Eixo Rodoviário Sul, que nos domingos e feriados fica fechado para o trânsito.
Café e Leite Em compromissos cumpridos em Minas Gerais, na noite de sábado, Serra lançou duas cartas firmando compromisso com as principais culturas da região sudoeste mineira: café e leite. De quebra, ainda teve o apoio de integrantes do PFL (Zezé Perrella, candidado ao Senado, e Carlos Melles, ex-ministro de Esportes e Turismo e candidato a deputado federal), que, depois das últimas pesquisas, são dissidentes da campanha do adversário Ciro Gomes (PPS).
Em sua passagem por Minas, Serra foi coadjuvante de Aécio Neves, candidato que lidera a corrida ao governo daquele Estado. Neves falou mais e foi mais aplaudido pelo público. Por isso, o trunfo de Serra foi divulgar as duas cartas para os setores do café (A Nova Marcha do Café) e leite (Leite Para Todos). No primeiro documento, Serra promete que seu governo incentivará a expansão da exportação, a criação de uma política de garantia de preços mínimos e apoio à produção com linhas de crédito para custeio, colheita e estocagem, além de recadastrar todo o parque cafeeiro brasileiro.
Sobre o Leite Para Todos, Serra afirmou, na carta, que o governo federal adotará uma política de preços mínimos e incentivará a estocagem na safra para que o Brasil não importe na entressafra, também visando a exportação do leite. Ele disse que colocará o leite na merenda escolar e que ''não haverá espaço para o leite importado'' em seu governo. Garantiu que ampliará a linha de financiamento para os produtores de leite e que dará atenção à produção familiar. Para agradar mais aos mineiros, prometeu ainda que fará, com Neves no governo mineiro, um programa de treinamento para o primeiro emprego de jovens e de reciclagem para pessoas com mais de 40 anos.


