O vereador de Ibiporã (14 Km a leste de Londrina) Paulo Sérgio da Silva (PFL) conhecido como ''Beiçola'' deverá prestar depoimento na delegacia da cidade na próxima semana, em um termo circunstanciado de infração penal. No dia 27, uma mulher registrou um boletim de ocorrência denunciando o vereador por lesões corporais. A denunciante foi ouvida no dia primeiro e, de acordo com o delegado Marcos Belinati, teria optado pela abertura do termo circunstanciado.
Conforme o delegado, em um ano, esse seria o segundo registro de agressão corporal feito pela mesma pessoa contra o vereador. ''Como a lesão foi leve fica a critério da vítima representar ou não o agressor. Ela demonstrou interesse em representar e foi elaborado um procedimento contra ele. Ele (Beiçola) será ouvido em um termo circunstanciado de infração penal que será encaminhado ao Fórum'', explicou Belinati. O Código Penal prevê detenção de três meses a um ano caso confirmadas as lesões corporais.
Beiçola, ex-catador de papel, foi eleito em 2004 como o mais votado de Ibiporã. Este é o terceiro incidente no ano envolvendo o vereador com a polícia. Em duas oportunidades uma em janeiro e outra em abril ele foi flagrado dirigindo embriagado e sem habilitação. Procurado pela reportagem, o vereador se negou a comentar a denúncia de lesões corporais. ''Não quero falar nada'', esbravejou. Ele também se negou a dar o nome de seu advogado.
A conduta do vereador também foi questionada na Câmara. ''No mês passado, um munícipe pediu providências à Mesa porque o Paulo não estava agindo de acordo com a função. A Câmara instarou uma comissão e demos um 'puxão de orelha' nele por escrito, uma advertência'', relatou o presidente da Câmara, Valdir Paduano (PSDB).
Conforme Paduano apesar de pessoalmente reprovar as atitudes do colega a Casa somente poderá voltar a avaliar eventual quebra de decoro de Beiçola se algum munícipe fizer uma representação contra ele. ''Na minha avaliação cabem, (penalidades) mas nosso regimento interno diz que o plenário tem que decidir através de uma comissão. Se alguém pedir providências na Câmara, seria nomeada outra comissão para analisar e ver se é o caso de cassação de mandato ou não'', afirmou.

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