Mulher de Sander nega que empresário aplicou golpe
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quinta-feira, 12 de abril de 2001
Marta MedeirosDe Maringá 
A ex-presidente do Conselho da Mulher Empresária da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Elizabete Francisca Emídio, mulher do empresário José Luiz Sander, disse ontem à Folha que a denúncia do Sindicato dos Vigilantes de Maringá e Londrina não passa de mentira e sensacionalismo barato. Bete Emídio, como é mais conhecida em Maringá, se referia à denúncia de que o marido deu um golpe na própria empresa e nos funcionários e fugiu com R$ 5 milhões.
Bete Emídio era sócia e diretora da Tâmara Serviços de Limpeza e disse que deixou a empresa porque não concordava mais com o estilo de administração do sócio de Sander, na Principal Vigilância, Henrique Cesar Galli. Ela não entrou em detalhes, mas colocou Galli como culpado pela denúncia porque teria sido ele quem repassou as informações para os dirigentes do sindicato. A reportagem procurou Galli ontem, no final da tarde, mas ele não foi encontrado.
É um absurdo a mentira que inventaram sobre o Sander dizendo que ele fugiu com R$ 5 milhões, pois a folha de pagamento estava defasada em apenas R$ 45 mil e, portanto, não havia motivo para uma atitude desta, contou Bete Emídio. Estou revoltada com esta mentira porque achar que as pessoas acreditam em uma história desta é considerar todo mundo burro.
A empresária contou que no domingo pela manhã estava com Sander na chácara da família e que depois de receber um telefonema ele saiu alegando que precisava ir urgente para uma reunião. Não estranhei porque ele sempre trabalhou finais de semana e feriados, argumentou. Ela contou que no dia seguinte o marido ligou e disse que precisaria ficar um tempo afastado da cidade e que durante uma semana não entraria em contato. Estou apreensiva, mas não vou tomar nenhuma atitude precipitada até conseguir falar com Sander novamente.
Bete Emídio confirmou que o empresário estava recebendo ameaças e pressão, mas disse de quem partia. Segundo ela, desde que a empresa do marido foi denunciada pelo Ministério Público de Londrina por participação no esquema de corrupção da prefeitura começaram as ameaças. Tivemos que deixar de usar um tempo telefone e até celular porque eram muitas as ligações, contou.
Até ontem, não havia nenhuma denúncia na 9ª Subdivisão Policial e nem procedimento de investigação aberto para apurar a fuga. O delegado de plantão, Benedito Gonçalves, disse que, pela manhã, um funcionário do grupo foi reclamar do atraso do pagamento. Não registrei a queixa porque pedi para ele confirmar primeiro se já havia ou não algum depósito na conta.


