Cascavel O empresário Pedro Muffato, que desistiu de concorrer a uma vaga no Senado pelo PPS, disse ontem acreditar que o candidato Paulo Pimentel (PMDB) será o maior beneficiado. Ele declarou que apesar de ter iniciado sua campanha cerca de 60 dias depois de seus principais concorrentes, ''tinha confiança de que seria eleito''.
Muffato afirmou estar muito ''chateado'' pelo fato de ter sido praticamente obrigado a desistir da campanha. Ele renunciou após o pedido de impugação de sua candidatura ter sido protolocado junto ao Tribunal Regional Eleitoral pelo advogado Mozart de Quadro, filiado ao PMDB.
O empresário culpa o PMDB, em especial Roberto Requião e Paulo Pimentel, respectivamente candidatos a governador e senador, pelo pedido de impugnação. Ele acrescenta que não tem um candidato definido ao Senado, mas garante: ''Não voto no Pimentel e nem no Tony Garcia (PPB)''.
A opinião de Muffato de que sua desistência será favorável a Pimentel é compartilhada pelo presidente da Sociedade Rural do Oeste, Valdir Lazarini. Ele entende que as regiões Oeste e Sudoeste perderam a chance de demonstrarem ''sua força perante o Estado'' e que agora a região deverá se empenhar em reeleger Osmar Dias (PDT).
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Cascavel, Rogério Stein, lamentou o fato da região não ter a oportunidade de eleger um representante ao Senado. Ele disse não saber qual candidato foi favorecido com a desistência de Muffato. Já o presidente da Associação das Micro e Pequenas Empresas de Cascavel (Amic), Othmar Rempel, entende que os três candidatos que lideram as pesquisas dividirão os votos do empresário.
A assessoria de imprensa de Requião e Pimentel informou que o advogado agiu sem autorização do departamento jurídico do PMDB e dos candidatos. ''Foi pedido, inclusive, que ele retirasse a ação''.

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