Na avaliação do presidente do Sindicato Nacional das Agências de Propaganda (Sinapro) no Paraná, Mauro Moreira de Souza, as novas diretrizes estabelecidas pelo Senado em relação à propaganda eleitoral não devem afetar significativamente as empresas do ramo no Estado. Em vez disso, acredita, novas mídias não citadas no projeto de lei, como a internet, devem ser ainda mais exploradas na campanha de 2006.
De acordo com o empresário, o que ocorre normalmente é que boa parte das agências cede apenas alguns membros da equipe para atuar junto ao candidato, e não todos. Além do mais, explica, a maior parte dos temporários contratados nesse período não faz exatamente o trabalho de criação desenvolvido pelos publicitários e profissionais de marketing, mas, sim, trabalhos de rua. ''Creio que para a mão-de-obra menos qualificada vai de fato haver um impacto negativo. Só que muitos candidatos conhecem pessoas diretamente relacionadas a eles ligadas ou não à criação que acabam fazendo esse serviço; isso nunca vai mudar'', explica.
Também sócio-diretor de uma agência publicitária de grande porte com ramificações em Curitiba e Londrina, Souza admite que as novas regras definidas pelo Senado serão bastante benéficas ao eleitor. ''Essa nova lei vai textualizar as possibilidades dos concorrentes no processo eleitoral, nivelando-os, com o menor impacto possível da mídia nos resultados. As campanhas terão de ser mais criativas, mais baratas, e tentar novas formas de comunicação que façam a diferença: seja a Internet, ou o simples resgate do marketing direto'', acredita. (J.G.)

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