Na sessão de quinta-feira, o procurador jurídico do Município, Mauro Yamamoto, foi à Câmara de Vereadores de Londrina aguardar a votação em primeiro turno do projeto de lei do Executivo que reestrutura o órgão que ele preside e cria, anexo à Procuradoria, os postos de corregedor-geral e quatro assessores de corregedoria. Na ocasião, o advogado garantiu: a reestruturação pretendida não oneraria os cofres públicos, uma vez que se extinguiriam três assessorias e três diretorias para a criação de seis gerências.
Passado o segundo turno da matéria, sexta-feira à tarde, contudo, Yamamoto não soube explicar por que o mesmo projeto apresenta relatório de impacto orçamentário emitido pelas secretarias municipais de Fazenda e Planejamento, conforme o qual, apesar de respeitada a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), seriam gastos anualmente com as alterações quase R$ 120 mil R$ 77 mil desse montante apenas com o posto comissionado de corregedor. Com a ''reestruturação'', diz o projeto, são economizados pouco mais de R$ 52 mil/ano, mas dispendidos, também anualmente, outros R$ 93 mil.
''Se consideradas as despesas do dia-a-dia, economiza-se mais que isso; não tinha conhecimento desse relatório'', justificou Yamamomoto, referindo-se ao documento das duas secretarias. ''Mas sei que tecnicamente o projeto não está perfeito'', afirmou o procurador.

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