Mudança reforça poder de Dirceu, avalia cientista
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sábado, 24 de janeiro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - A divisão de tarefas no Palácio do Planalto entre o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e o líder do governo na Câmara, Aldo Rebelo (PC do B-SP), por conta da reforma ministerial, fortalece ainda mais o petista. A avaliação é da cientista política carioca Lúcia Hipólito. ''Ao contrário do que muitos imaginam, Dirceu não perde espaço. Com a divisão de atribuições entre ele e Rebelo, fica claro que o ministro é mesmo o chefe de governo e o presidente Lula o chefe de Estado'', diz.
Na avaliação da cientista política, ao dividir as tarefas entre Dirceu e Rebelo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba admitindo que o funcionamento do governo no primeiro ano de seu mandato andou mal. ''Deixando o Dirceu apenas com a coordenação de governo, Lula reconheceu que o governo andou mal. Se alguém é superministro, esse alguém é Dirceu'', afirmou ela.
A escolha de Aldo Rebelo para ser o ministro da Coordenação Política e Relações Federativas se deu porque o parlamentar mostrou-se eficiente como articulador político, acredita Lúcia. ''Aldo revelou-se um excelente articulador político, eficiente e muito habilidoso.''
Sobre a nomeação do deputado federal Patrus Ananias (PT-MG) como superministro da área social, a cientista política comenta que se trata de uma recomposição do setor do governo. ''A área social foi esquartejada para dar emprego aos amigos do Lula. Agora, ela será recomposta. A criação do superministério é muito mais uma recomposição do que uma mudança'', argumenta.


