Mudança na Previdência magoa paranaenses
Agência Estado
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RegistradoAbelardo Lupion: perda da Previdência foi uma descortesia enorme, que será difícil de esquecerO governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), e o prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, só se convenceram que o Estado perdera o Ministério da Previdência Social depois da confirmação oficial da indicação do senador Waldeck Ornelas (PFL-BA) pelo Palácio do Planalto. Até então, os dois acreditavam que o presidente Fernando Henrique Cardoso convidaria alguém do PFL do Paraná para substituir o ministro Reinhold Stephanes, candidato a um novo mandato para a Câmara.
Lerner e Taniguchi chegaram a Brasília dispostos a conversar sobre o assunto com Fernando Henrique, depois de cumprir compromissos previamente marcados. Mas desistiram do encontro e, ainda hoje, Lerner, deve marcar uma reunião do PFL paranaense para examinar a questão.
Para o deputado Abelardo Lupion (PFL-PR), a decisão do presidente deixou os integrantes do partido no Estado extremamente desgastados e magoados. O governador está magoado, eu estou magoado, afirmou Lupion, um dos líderes da bancada ruralista. Segundo ele, a questão será examinada de forma não emocional, mas levando em conta que o governo vai precisar do apoio do PFL do Estado também na próxima legislatura.
A fatura está feita, defendeu. Vamos agora conversar sobre a próxima legislatura. Lupion disse que a decisão do presidente enfraquece o partido no Sul do País, limitando o crescimento à Bahia, por causa da ligação de Ornelas com o presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), e a Pernambuco, uma vez que o vice-presidente Marco Maciel foi um dos articuladores da reforma e da manutenção de Gustavo Krause no comando do Ministério do Meio Ambiente.
Os deputados do PFL do Paraná souberam na terça-feira que não conseguiriam manter a indicação do secretário de Previdência Social do Estado, Renato Follador, para o Ministério. A suspeita converteu-se em certeza quando confirmaram que a articulação para o preenchimento da vaga havia sido feita pelo presidente nacional do partido, Jorge Bornhausen, por Maciel e por ACM. Segundo Lupion, o encontro surpreendeu porque foi o próprio Bornhausen quem, há cerca de 20 dias, se encarregara de sugerir o nome de Follador a Fernando Henrique. O deputado disse que, além do baque muito grande, a reforma aceita pelo presidente converteu-se numa descortesia enorme, que será difícil de esquecer. (AE)





