Mudança do funcionalismo começa dia 2
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sexta-feira, 15 de junho de 2001
Emerson Cervi De Curitiba 
Começa dia 2 de julho a transferência de secretarias de Estado para o antigo conglomerado do Banestado no bairro Santa Cândida. A primeira secretaria a sair do Centro Cívico é a da Administração. De acordo com o secretário de Administração Ricardo Smijtink, até meados de julho todas as secretarias e órgãos públicos que estão no prédio Presidente Castelo Branco, no Centro Cívico, estarão funcionando no bairro Santa Cândida.
Além da Secretaria de Administração, serão transferidas a Secretaria de Planejamento, a Procuradoria Geral do Estado e o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Segundo Smijtink, cerca de 1.000 funcionários estaduais já estarão trabalhando no bairro Santa Cândida até o mês de agosto.
Secretarias que funcionam em outros prédios no Centro Cívico também serão transferidas para Santa Cândida. O objetivo é gerar economia para o Estado com a redução dos pagamentos de aluguéis. Por exemplo, grande parte do Ministério Público estadual está em imóveis alugados em vários pontos da cidade. Como o órgão presta atendimento direto ao público, ele não poderia ser transferido para uma bairro distante do centro como o Santa Cândida. Por isso, ocupará os espaços liberados no Centro Cívico.
Quando vendeu o Banestado para o Banco Itaú, o governo do Paraná previu um contrato de comodato de dez anos, podendo ser renovado por mais dez, para o imóvel onde funcionava a sede administrativa do banco. Isso porque qualquer comprador do Banestado já teria sua sede em outro Estado e não precisaria utilizar o conglomerado.
Outra alternativa seria a construção de um novo prédio no Centro Cívico, o que foi descartado devido à falta de recursos do Estado. O governo ofereceu a construção do imóveis a construtoras privadas, mas também não houve interesse. A reforma da obra inacabada do Fórum de Curitiba, que também fica no Centro Cívico, ajudaria a aliviar o problema da falta de espaço para os órgãos públicos estaduais.
Pelo cronograma, o Itaú deveria ter liberado o espaço em abril, mas todo o setor de informática do banco continua no conglomerado. Como dois dos três blocos estão liberados, as secretarias de Estado começarão a ser transferidas para os blocos que já estão vazios.
A maior resistência contra a mudança vem dos servidores estaduais. Com o novo horário de trabalho, muitos dos que usam transporte coletivo para ir ao trabalho terão que sair de casa antes do almoço para chegar ao Santa Cândida às 12 horas. Além disso, muitos deles vão ter uma despesa a mais com o transporte até o bairro Santa Cândida.
Os sindicatos que representam as diversas categorias do funcionalismo pretendem questionar a decisão do governo. Para a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Elaine Rodella, uma das reivindicações será o transporte gratuito até o complexo Santa Cândida. Segundo ela, o benefício já existe atualmente para secretarias que possuem estruturas em municípios da Grande Curitiba. O servidor está há seis anos sem aumento salarial e não pode arcar com mais uma despesa, disse Elaine.
A sindicalista afirma que desde que assumiu o Executivo, o governador Jaime Lerner (PFL) tem tirado todos os benefícios dos servidores e teme pelas consequências, por causa da falta de estímulo ao funcionalismo. Desde a primeira gestão do atual governo, o servidor tem sido compulsoriamente chamado a dar sua cota de sacrifício, é hora de pôr um fim nisso.


