Curitiba - O governador Orlando Pesutti (PMDB) chega hoje de Brasília, onde se reuniu com integrantes do governo federal para discutir a reversão da multa aplicada ao Paraná pela privatização do Banestado, com a difícil tarefa de contornar as implicações resultantes de suas mudanças no secretariado de Governo. Até agora houve 12 substituições e mais mudanças devem ser anunciadas amanhã.
Uma das mudanças que pode acontecer é na presidência da Companhia Paranaense de Energia (Copel), uma vez que em seu Twitter, Requião criticou a exoneração do atual presidente da estatal, Rubens Guilhard. Não se sabe de onde Requião obteve a informação, já que Guilhard continua trabalhando.
Pesutti enfrenta desde terça-feira, quando anunciou o nome de novos secretários, a ira do ex-governador que vem postando mensagens de desagrado em seu Twitter. Ontem, Requião disse que em São Paulo e Minas Gerais os substitutos dos governadores mantiveram na íntegra os secretariados. ''São companheiros, jogam juntos'', escreveu. Em outro post, diz: ''Que saudades do Mário Pereira'', referindo-se ao seu vice-governador em gestão passada.
O corregedor e ouvidor estadual Luiz Carlos Delazari, pai do ex-secretário de Segurança Luiz Fernando Delazari, afastado na terça, pediu exoneração do cargo de secretário especial de Corregedoria e Ouvidoria Geral. Procurado pela reportagem, ele não quis comentar a decisão.
Ontem também os ex-secretários de Segurança e da Comunicação Social Luiz Fernando Delazari e Benedito Pires, dois homens fortes de Requião, publicaram avaliações de suas gestões. Delazari se defendeu das afirmações de que tenha sido um dos piores secretários na área. ''A história permitirá conhecer o divisor de águas na segurança pública do Estado....estar à frente da segurança pública significa travar uma batalha por dia, conviver com adversidades a cada momento e, principalmente, exigir o melhor de tudo e de todos a cada minuto.'', escreveu. Também fala sobre sua decisão, há sete anos, de abrir mão de sua carreira como promotor no Ministério Público Estadual, para continuar como secretário: ''( )...o fiz pelo sonho de poder trabalhar ativamente na melhora da qualidade da segurança pública dos paranaenses. Ao contrário do que muitos pensam, em nenhum momento troquei a carreira de promotor por qualquer promessa de cargo político''. Ele também não quis dar entrevista, e deu indícios de que não pretende aceitar o convite para que continue no governo.
Em matéria publicada pela Agência Estadual de Notícias, Pires diz que a Secretaria da Comunicação Social deixou de ser um órgão de relacionamento do Estado com a mídia privada e passou a investir no jornalismo público. ''Principalmente nos últimos quatro anos, não gastamos em propaganda para informar e divulgar ações de governo. Em vez disso, lançamos mão do jornalismo público. Me sinto grato por ter participado desse processo'', afirmou.

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