MST vai pressionar FHC para cumprir metas do governo
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quinta-feira, 07 de novembro de 2002
Ângela Lacerda<BR>Agência Estado 
Caruaru - A direção nacional do Movimento Sem Terra (MST) disse ontem que neste momento, o movimento deverá pressionar o governo Fernando Henrique Cardoso para que cumpra as metas do seu governo para este ano. Os dirigentes nacionais Gilmar Mauro, Jaime Amorim e João Paulo Rodrigues, depois de três dias reunidos em Caruaru, não informaram as formas de pressão, mas lembraram que além das ocupações, existem as táticas das marchas, acampamentos e vigílias.
Eles informaram que, segundo o Incra, 35 mil famílias foram assentadas neste ano, quando a meta de assentamento é de 60 mil em 2002. Do total de recursos previstos no Orçamento para a reforma agrária neste ano, dos R$ 1,2 bilhão, metade não foi investida.
''Mas foi uma reforma agrária ao revés'', avaliou Rodrigues, alegando que no governo FHC, as condições dos trabalhadores da agricultura pioraram.
A direção nacional do MST afirmou também que não irá dar uma trégua formal nas ocupações de terra no início do governo Lula, adiantando que eventuais invasões não devem ser interpretadas como ''uma afronta'' ao novo governo.


