MST critica 'impunidade' no PR
Pedro Livoratti
A crítica mais pesada quanto à performance dos primeiros seis meses do segundo mandato Lerner é do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) que vem travando verdadeira queda-de-braço com o governo. Reforma agrária é problema social e não policial, afirma Roberto Baggio da coordenação estadual do MST. Segundo ele, nestes seis meses, mais de 60 lideranças do movimento foram presas, três foram torturadas e outra assassinada. Tudo isto é consequência da impunidade dos autores, acredita Roberto Baggio. Ele defende um tratamento mais humano por parte do governo estadual, além da agilização do processo de reforma agrária.
Para o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP), Same Saab, o governo demonstrou respeito às causas municipalistas neste início de ano, apesar de as obras que dependiam do Estado terem sido interrompidas por falta de recursos. Temos uma grande perspectiva agora para o próximo semestre, afirmou o presidente da AMP.
A polêmica registrada neste segundo mandato de Lerner quanto ao reajuste do preço do pedágio nas rodovias estaduais não serviu para atritar a relação do governo com as concessionárias. Pelo menos no discurso. Foi nesta segunda administração que o governador abriu negociações conosco e isto é muito positivo, afirma o diretor da regional do Paraná da Associação Brasileira das Concessionários de Rodovias, Washington Lemos Filho. Segundo demonstrou, ao abrir negociações com as concessionárias, o governo conseguiu a simpatia da categoria neste segundo mandato. É uma grande evolução, definiu.
Para o presidente da Associação Paranaense de Instituições de Ensino Superior Público e reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa, as cinco universidades e 11 faculdades isoladas estão satisfeitas com o governo em relação aos avanços da autonomia universitária. Se não é a ideal, diante da situação difícil do Estado, é a melhor possível, politicamente falando.
O reitor disse ainda que a autonomia assinada há cerca de três meses foi um voto de crédito ao governador pelo bom desempenho dele nos últimos quatro anos, com a implantação do quadro de carreira nas universidades.





