Brasília - A pauta da Câmara foi dominada neste ano por votações de interesse do Palácio do Planalto. Além de impedir votações de projetos com a excessiva edição de medidas provisórias, o Executivo foi o autor de 20 do total de 40 projetos de lei, de lei complementar e de emenda constitucional que foram votados durante o ano pelos deputados. Os 20 restantes somam seis de autoria do Judiciário, seis do Senado, um de iniciativa popular, um do Tribunal de Contas da União, sobrando apenas a aprovação de seis projetos elaborados pelos próprios deputados. Os trabalhos da Câmara foram encerrados nesta semana e os deputados estão até o dia 23 envolvidos na votação do Orçamento da União.
A enxurrada de MPs provocou críticas da oposição, dos partidos aliados e do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP). A Câmara chegou a ficar quase quatro meses com a pauta trancada. Neste ano, a Câmara votou 89 medidas provisórias, mais do que o dobro da soma dos projetos de lei, 31, de lei complementar, 4, e de proposta de emenda constitucional, 5.

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