MPs devem adiar PEC do voto aberto
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quinta-feira, 31 de agosto de 2006
Cristiane Oya<br> Reportagem Local 
O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB), não acredita que a Proposta de Emenda Constitucional (PEC), que institui o voto aberto seja votada no esforço concentrado da Câmara, na próxima semana.
''Estão falando que a gente vai votar, mas como se na semana que vem temos 20 medidas provisórias trancando a pauta? Não acredito que votaremos a PEC'', previu Serraglio ontem, em visita à Folha. Devido as eleições, os trabalhos no Congresso serão concentrados nos dias 4, 5 e 6 de setembro.
Segundo Serraglio, que relatou a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, os deputados também não deverão votar no esforço concentrado, o processo de cassação do mandato de José Janene (PP), último parlamentar citado por envolvimento no escândalo do mensalão a ser julgado. O processo não está na pauta de discussão da Câmara.
O peemedebista admitiu que a exposição proporcionada pela CPMI poderá o ajudar a conquistar o terceiro mandato na Câmara dos Deputados. ''Essa eleição está facilitada, mas não sei a consequência nas urnas. Que sou mais conhecido não há dúvida, mas o universo disso são as pessoas informadas, que lêem, que assistem a TV. Até onde isso chega, não sabemos'', avaliou.
Para este mandato, Serraglio tem como uma das principais propostas atuar pelas reformas política e tributária. ''Precisamos simplificar a tributação e reduzir a carga tributária. Colocamos na proposta um gatilho que impõe que se o governo quiser mudar alguma coisa nos tributos, ele pode mudar, desde que não ultrapasse a porcentagem de hoje, que está na casa dos 38% do PIB (Produto Interno Bruto). Pode-se mexer, abaixar, mas nunca aumentar. Só falta votar'', disse Serraglio, que relatou a proposta da reforma tributária. O deputado ainda defende a fidelidade partidária. ''Enquanto não implantarmos a fidelidade partidária, o balcão vai continuar existindo.''


