Curitiba - O Ministério Público Federal (MPF) informou que vai recorrer da decisão do juiz Sérgio Moro, que absolveu Alberto Youssef do crime de gestão fraudulenta de instituição financeira por ter obtido, no ano de 1998, um empréstimo de US$ 1,5 milhão junto ao extinto Banestado mediante pagamento de US$ 131 mil ao diretor de Operações Internacionais do banco. Na mesma ação ele foi condenado a quatro anos e quatro meses de prisão e multa por corrupção ativa. O MPF vai pedir que a absolvição seja revista, desta forma a pena poderá ser aumentada.
A decisão foi publicada na última quarta-feira. Nela, o magistrado ainda ressalta que parte do dinheiro arrecadado por empréstimo pelo doleiro teria sido usado como "recurso não-contabilizado" na campanha do ex-governador do Paraná Jaime Lerner, em 1998. "O crime de corrupção, além de figurar como causa do empréstimo, gerou distorções no processo democrático eleitoral, já que a vantagem indevida, de cerca de US$ 130 mil, foi desviada como recurso não-contabilizado para a campanha eleitoral, o que eleva a gravidade do crime", reforçou o juiz em seu despacho.
A defesa do ex-governador informou que as campanhas eleitorais sempre contaram com um comitê financeiro e que todos os gastos seguiram à risca a legislação eleitoral. Além disso, que todas as contas foram prestadas e aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na época.

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