O Ministério Público Federal terá de notificar o ex-ministro das Comunicações Luiz Carlos Mendonça de Barros e o ex-presidente do BNDES André Lara Resende para prestar depoimento no inquérito civil que apura se houve improbidade administrativa na privatização da Telebrás. Segundo o procurador Daniel Sarmento, um dos responsáveis pelo inquérito, os dois não responderam à solicitação de marcar uma data e serão notificados para comparecer à Procuradoria de República em São Paulo, onde moram.
Os procuradores notificaram ontem o presidente da Previ (o fundo de pensão do Banco do Brasil), Jair Bilachi e o vice-presidente demissionário do BNDES, José Pio Borges, para depor na próxima terça-feira na Procuradoria da República no Rio. Na segunda-feira, vão ser ouvidos os diretores do Opportunity, Pérsio Arida e Daniel Dantas.
Carlos Jereissati, um dos controladores do consórcio da Tele Norte Leste, deveria também depor, mas não foi localizado para receber a intimação. O ex-diretor da área internacional do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira deverá também ser chamado a depor em Brasília.
Sarmento lembrou que as gravações ilegais não podem ser usadas no inquérito. Mas o noticiário da imprensa e as declarações de Mendonça no Congresso serão a base das investigações para verificar se, de acordo com a Lei 8.429, o ex-ministro e os ex-diretores do BNDES violaram o dever de imparcialidade e impessoalidade que o cargo determina.

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