Curitiba - Os advogados do publicitário Ricardo Hoffmann, ex-diretor da agência Borghi-Lowe, e réu na mesma ação penal em que o ex-deputado federal André Vargas (sem partido-PR) é acusado, impetrou um pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A decisão da defesa foi tomada depois que a negociação de um possível acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal (MPF) não avançou. Hoffmann foi preso no dia 10 de abril, durante a 11ª fase da Lava Jato. Caso o HC seja negado, os defensores devem pedir que a prisão preventiva de seu cliente possa ser convertida em domiciliar com o uso de tornozeleira eletrônica, como ocorreu com diversos executivos de empreiteiras no último mês de abril, após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo o advogado Marlus Arns, os motivos para a manutenção da prisão preventiva de seu cliente já cessaram e, por isso, não há por que ele permanecer preso. "Não há mais risco de ofensa à ordem pública e seus bens já estão bloqueados", afirmou. A decisão do STJ, entretanto, pode não ser favorável pois o desembargador Newton Trisoto, que é relator da Lava Jato na Corte, não concedeu nenhum habeas corpus aos investigados na operação até o momento.
Sobre a tramitação do processo na Justiça Federal do Paraná, que está para entrar em fase final, com os réus sendo interrogados, o advogado ressalta que a participação das testemunhas de defesa ouvidas nas audiências foi positiva. "Faço uma análise positiva das audiências de testemunhas de defesa realizadas até agora. Todos demonstraram que meu cliente não tinha poder decisório dentro da agência, era subordinado ao presidente e vice-presidente da Borghi-Lowe, apenas cumpria ordens dentro da empresa", afirmou Arns. (R.C.J.)

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