MPF questiona liminar que liberou Abib
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segunda-feira, 05 de julho de 2010
Equipe da Folha 
Curitiba - O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um requerimento para que o ministro José Antonio Dias Toffoli reveja a decisão liminar que determinou a suspensão do trâmite de todos os processos criminais relativos a contratação de ''fantasmas'' na Assembleia Legislativa. A decisão de Toffoli permitiu que o ex-diretor-geral da Casa, Abib Miguel, mais conhecido como Bibinho, fosse solto.
Outra consequência da liminar é que todos os casos de irregularidades na Assembleia Legislativa até então investigados pelo Ministério Público Estadual (MPE) passam a tramitar em conjunto com os crimes relacionados aos inquéritos do chamado ''esquema dos gafanhotos'', que atingiu a legislatura passada, no STF. Toffoli considerou a Justiça Estadual incompetente para analisar o caso e determinou a soltura dos acusados.
Segundo a assessoria de imprensa do MPE, a ação do MPF assume os argumentos do próprio Ministério Público Estadual de que os crimes não tem relação entre si. O procurador-geral da República, Roberto Monteiro Gurgel Santos, também protocolou um recurso (Agravo Regimental) que pede que a ação seja submetida ao plenário do STF.


