"Primo distante" de Beto Richa alega estar em tratamento médico no Líbano.
"Primo distante" de Beto Richa alega estar em tratamento médico no Líbano. | Foto: Gina Mardones - Grupo Folha

Sem ser localizado desde setembro do ano passado após ter sido solto por habeas corpus do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, o empresário Luiz Abi Antoun poderá ser procurado, também, pelo governo libanês.

Isto porque os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, do Ministério Público Federal, pediram ao juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Criminal de Curitiba, que expeça uma carta rogatória para que a Secretaria de Cooperação Internacional da PGR (Procuradoria Geral da República) peça ao governo do Líbano para localizar Antoun, que, segundo a defesa, realiza tratamento de saúde naquele país.

A carta é um instrumento de comunicação jurídico entre governos de países diferentes. A informação é do blog Contraponto e foi confirmada pela assessoria do MPF.

À FOLHA, o advogado Anderson Mariano, defesa de Antoun no processo da Operação Integração, braço paranaense da Lava Jato, diz que está avaliando a possibilidade de tornar o réu citado na denúncia para “não atrapalhar o andamento do processo”, justifica.

“Até porque ele é o maior interessado em que se resolva logo e ele consiga comprovar a inocência dele”, afirma Mariano.

Em uma recente tentativa de localizar Abi Antou, há poucos dias, no endereço residencial do centro de Londrina, um oficial de justiça foi novamente informado pela esposa do réu, Heloísa Pinheiro, de que ele ainda encontra-se em tratamento de saúde e não tem previsão de retorno ao Brasil. Ela ainda não soube informar o telefone e o endereço do marido no país.

Figura conhecida desde a deflagração da Operação Público, em 2015, Abi também é réu nas operações, Rádio Patrulha e Quadro Negro do Ministério Público Estadual acusado dos crimes de organização criminosa e corrupção ativa. À época, ficou conhecido como “primo distante” do ex-governador Beto Richa (PSDB).

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