Curitiba – Procuradores da força-tarefa do Ministério Público Federal (MPF) devem oferecer, nas próximas semanas, denúncia contra os executivos e funcionários de empreiteiras, além de outros investigados na sétima fase da Operação Lava Jato. A expectativa é de que pelo menos os 14 presos que ainda se encontram na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, sejam denunciados à Justiça Federal. Outras 11 pessoas também são investigadas nesta fase, mas já foram soltas.
Eles estão com a prisão preventiva decretada e somente Adarico Negromonte filho, irmão do ex-ministro Mário Negromonte, cumpre prisão temporária até amanhã. As denúncias devem atingir ao menos 11 grandes executivos de seis empreiteiras: Camargo Côrrea, OAS, Mendes Júnior, Galvão Engenharia, Engevix Engenharia e UTC. Além disso, também devem ser denunciados por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o ex-diretor da área de Serviços da Petrobras Renato de Souza Duque; e o lobista Fernando Soares, o ``Baiano´´, apontado pela investigação como operador do PMDB no esquema de desvio de recursos públicos da Petrobras para o pagamento de propina a agentes públicos e políticos; e Adarico Negromonte.
A partir da denúncia que será apresentada pelo MPF, o juiz Sérgio Moro terá até o dia 20 de dezembro, quando começa o recesso do Judiciário, para decidir se aceita o pedido e torna réus os acusados ou se rejeita a peça.
Os onze executivos são Eduardo Hermelino Leite, Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler (Camargo Corrêa); José Aldemário Pinheiro Filho, Mateus Coutinho de Sá Oliveira, José Ricardo Nogueira Breghirolli e Agenor Franklin Magalhães Medeiros (OAS); Sergio Cunha Mendes (Mendes Junior); Gerson de Mello Almada (Engevix); Erton Medeiros Fonseca (Galvão Engenharia) e Ricardo Ribeiro Pessoa (UTC).
Os procuradores deverão sustentar que as empresas do "clube" se organizarem para discutir os contratos e pagamentos que lhe rendiam vantagens. Para os investigadores, ``não houve prática de extorsão, mas um crime cometido de maneira organizada, com divisão de funções, continuadamente e com fins comuns´´.

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