MPF pediu a prisão de Maluf quando ele estava na Europa
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sábado, 15 de setembro de 2001
Agência Estado 
A longa viagem que fez recentemente à Europa 39 dias de passeio por Paris e Veneza, entre os meses de julho e agosto enquanto um oficial de Justiça o procurava para intimá-lo na ação penal que apura fraude dos precatórios e a existência de contas na Ilha de Jersey, quase custou ao ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) a decretação de sua prisão.
Inconformadas com a ''ausência do réu do distrito da culpa'', as procuradoras da República Fernanda Teixeira Souza Domingos e Melissa Garcia Blagitz chegaram a requerer à 8 Vara Criminal da Justiça Federal a prisão preventiva do ex-prefeito ''para assegurar a aplicação da lei penal e o bom andamento da instrução criminal''.
Maluf foi salvo a tempo por seus advogados, antes que a juíza Adriana Pillegi de Soveral decidisse sobre o pedido das procuradoras. A defesa rapidamente protocolou petição informando que o pepebista estaria ''inteiramente à disposição da Justiça'' logo que retornasse ao País.
O ex-prefeito chegou discretamente no dia 17 de agosto uma semana depois de as procuradoras pedirem sua prisão. Estrategicamente, Maluf se deu por citado. Assinou documento manifestando estar ciente da data de seu interrogatório, marcado para 11 de outubro. Inicialmente, o depoimento seria no dia 7 de agosto. A defesa de Maluf esclarece que ele já havia saído do Brasil quando a intimação foi expedida, no início de julho.
Maluf é réu em processo da 8 Vara que apura a emissão supostamente fraudulenta de títulos públicos para pagamento de precatórios judiciais. Segundo o MPF, por meio de falsas informações transmitidas ao Senado e ao Banco Central, Maluf teria provocado rombo de US$ 600 milhões nos cofres públicos. Na mesma ação, a Procuradoria da República investiga aplicações financeiras (US$ 200 milhões) do pepebista na Ilha de Jersey, no paraíso fiscal do Canal da Mancha.


