O Ministério Público Federal (MPF) em Brasília apresentará à Justiça Federal um novo pedido de prisão contra o ex-senador Luiz Estevão (PMDB-DF), desta vez, por sonegação fiscal. Segundo o procurador da República Guilherme Schelb, há provas ‘‘mais que suficientes’’ para pôr Estevão na cadeia. Já tramita um pedido de prisão contra Estevão na Justiça Federal em São Paulo, por envolvimento no desvio de R$ 196,7 milhões das obras do Fórum Trabalhista.
As principais provas contra Estevão foram levantadas na CPI do Judiciário do Senado e à Receita Federal. Ao tentar justificar a origem de US$ 34 milhões (R$ 70 milhões) que recebeu das empresas de Fábio Monteiro de Barros, dinheiro que saiu do TRT-SP, Estevão, primeiramente, recorreu a negócios para tentar justificar o desvio de recursos públicos.
Para o MPF, só o desvio de verbas públicas justifica o ‘‘aporte financeiro’’ recebido por Estevão. Auditoria da Receita Federal comprovou que, somente em 1994, Estevão sonegou R$ 18,4 milhões em impostos do dinheiro que recebeu de Barros, o que foi alvo de ação penal do MPF na semana passada.

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