O Ministério Público Federal (MPF) pediu ontem a quebra de sigilo bancário de 40 acusados e três empresas suspeitos de envolvimento nas fraudes na extinta Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Entre elas, estão os ex-secretários-executivos do Ministério da Integração Nacional Benivaldo Alves de Azevedo e Maurício Vasconcelos e o ex-superintendente da Sudam José Arthur Guedes Tourinho, além de 22 funcionários da autarquia.
Os acusados praticamente são os mesmos dos quais a Procuradoria da República em Tocantins pediu a prisão preventiva, em abril. Na relação enviada ontem pelo MPF à Justiça Federal de Palmas, também estão os irmãos José Soares Sobrinho e Sebastião José Soares, aliados políticos do senador Jader Barbalho em Altamira (PA).
Um dos principais objetivos da investigação é chegar à família Soares, que possui projetos fraudados em Tocantins, Amapá e Pará, todos administrados por laranjas. Os irmãos Sebastião, Romildo Onofre – que teve a quebra de sigilo bancário determinada pela Justiça – e José Sobrinho podem ser testa-de-ferro de outras pessoas ou estão no comando de um esquema político de Altamira.
Pela avaliação do Ministério Público e da Polícia Federal (PF), a quebra do sigilo poderá facilitar as investigações, que hoje são mais frequentes na região da Rodovia Transamazônica, reduto eleitoral de Jader, e onde se concentra a maior parte de projetos fraudados da Sudam. Pelo menos cinco empreendimentos são, comprovadamente, de integrantes do PMDB da cidade e podem ter sido criados para a formação de caixa de campanha eleitoral.

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