Brasília Os procuradores da República Eliana Pires Rocha e Luciano Sampaio Gomes Rolim, do Distrito Federal, pediram nesta semana à Justiça Federal de Brasília que determine ao Congresso a remessa ao Ministério Público Federal (MPF) de toda a documentação que serviu de base para os pagamentos recebidos pelos parlamentares durante o período de convocação extraordinária.
Eliana e Rolim disseram que fizeram um pedido semelhante, anteriormente, aos presidentes e diretores-gerais da Câmara e do Senado, mas que não obtiveram resposta. Por esse motivo, resolveram protocolar uma ação para obter os documentos que, segundo eles, são ''imprescindíveis para a devida compreensão dos fatos e a amplitude das possíveis ilegalidades e lesões ao erário desencadeadas pela convocação extraordinária''.
De acordo com a Procuradoria, o objetivo é anular todos os possíveis pagamentos, como auxílios, ajudas de custo e indenizações, supostamente, recebidos de forma irregular pelos parlamentares. Segundo o Ministério Público, durante a convocação, os congressistas recebem duas ajudas de custo, verbas para passagem aérea, auxílio-moradia, comissões, entre outros benefícios. Já os servidores ganham um porcentual sobre os valores recebidos pelos parlamentares, informou a Procuradoria.
Na ação protocolada na Justiça, os procuradores pedem que sejam suspensos os pagamentos de verbas indenizatórias decorrentes da convocação extraordinária enquanto não forem apresentadas provas da legalidade.

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