MPF pede a primeira condenação de empreiteiros
Curitiba O Ministério Público Federal (MPF) pediu ontem a condenação dos empreiteiros Dalton dos Santos Avancini, Eduardo Hermelino Leite e João Ricardo Auler, por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, uso de documentos falsos e fraude a licitação. Dos três, Avancini e Leite fecharam acordo de delação premiada. O pedido consta suas alegações finais no processo que apura a participação de funcionários da Camargo Corrêa no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.
O MPF também requereu a condenação do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor de Abastecimento da estatal Paulo Roberto Costa, dos "entregadores de propina" de Youssef, Adarico Negromonte (irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte) e Jayme Alves, o "Careca", ex-policial federal. O MPF ainda pede a restituição de R$ 50 milhões desviados para o pagamento de propina das obras das refinarias Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, e Abreu e Lima (RNEST), em Pernambuco, além do pagamento de uma indenização no valor de R$ 343 milhões aos cofres da Petrobras.
Nas alegações finais, os procuradores ainda pediram o desmembramento da ação contra o presidente da UTC, Ricardo Pessoa, apontado como o coordenador do "clube das empreiteiras". Recentemente, Pessoa assinou um acordo de premiada.
CERVERÓ
A defesa do ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró protocolou um pedido à Justiça Federal, solicitando sua transferência da carceragem da Polícia Federal para o Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). No local estão outros presos da Lava Jato, como Renato Duque, ex-diretor de Serviços da estatal, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, além dos três ex-parlamentares acusados de integrar esquema de corrupção. Cerveró já foi condenado a cinco anos de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro, e responde ainda a mais uma ação na Justiça Federal. (R.C.J.)





