MPF pede à Abin documentos sobre Correios
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domingo, 12 de junho de 2005
Folhapress 
Brasília - O Ministério Público Federal pediu à Abin (Agência Brasileira de Inteligência) todos os documentos relativos à investigações que tenha feito nos Correios. O prazo para entrega já venceu e até agora a Abin não deu resposta, disse Bruno Acioli, procurador que acompanha a investigação.
No fim de semana, a Polícia Federal ouviu o consultor de informática João Carlos Mancuso Villela e Joel Santos Filho. Ambos admitiram ter feito as gravações. Santos Filho disse, em depoimento, que houve três conversas e duas gravações nos Correios, feitas a pedido de Artur Wascheck Neto, dono da Comam, que pagou R$ 5.000 pelo serviço.
Santos Filho disse que contratou Mancuso por R$ 1.000, apenas para que ele comparecesse para dar mais credibilidade. Mancuso prestou depoimento e foi solto.
No depoimento, Santos Filho disse que o dono da Comam estava com dificuldades nos Correios e queria denunciar Maurício Marinho ao então diretor de Administração, Antônio Osório.
Ainda segundo o depoimento, Antônio Gerardo Molina teria ido ao gabinete de Roberto Jefferson, acompanhado por um assessor de um senador. Santos Filho disse à polícia que Wascheck conhecia Molina. Depois da divulgação das gravações, Wascheck se reuniu com Santos Filho e Molina para tratar do assunto. A divulgação teria desagradado Wascheck.
Ontem, Jairo Martins se apresentou à PF com a mala que comprou e que foi usada na gravação. A maleta foi apreendida pela PF.


